Tag Archives: The Black Keys

Os bons, os maus e os engraçados…

Bons, sempre bons, foram, e são, os Unkle. Projecto bicéfalo de James Lavelle + 1, tem conseguido com alguma regularidade, e apesar de alguns altos e baixos, produzir trabalhos de grande qualidade, misturando sons sujos e agressivos de uma forma harmoniosa e  colorida. O seu mais recente fruto é “Where did the night fall”. Saiu há pouco, já ouvi e gostei. Fica aqui uma pequena amostra.

Maus, maus, andam os Goldfrapp. Quem ouviu Felt Mountain e agora arrisca nas suas novas sonoridades pops não pode sentir mais do que uma grande desilusão. Tornaram-se incrivelmente pop, sem ponta da melancolia e originalidade do primeiro trabalho. A partir daí, arrisco dizer, o declínio foi gradual, mas constante. Passaram, em definitivo, para a prateleira das boas recordações. Levaria Felt Mountain para uma ilha deserta comigo se pudesse escolher 10 albuns marcantes. Os outros, deitaria o mar, assim que o barco começasse a meter água!

Já os The Black Keys são outra onda totalmente diferente. Doridos, zangados com a vida, cantam de forma amargurada as suas dúvidas, os seus desejos, soltando as suas sombras de uma forma quase soul, pouco apreciada nos dias de hoje. No entanto, para demonstrar o seu sentido de humor muito peculiar lançaram os vídeo Next Girl, e Tighten Up que achei absolutamente divinos. Espero que gostem!

A boa onda francesa e o regresso ao passado (não necessariamente por esta ordem!)

Continuando a passar muitas horas em frente a papeis e com o PC ligado, acabei por dar mais atenção a algumas preciosidades que ainda não tinha tido grande tempo ou disposição para ouvir! No dia de hoje, destacava os The Black Keys, com o trabalho de 2008, Attack and Release. Bom Rock, clássico, grandes guitarradas a fazer lembrar um pouco os The Cult e até, a espaços, Queens of the Stone Age. Parecem trazidos directamente dos anos 70! Pelo menos foi o que hoje achei, mas já ando a entrar em espiral, portanto se estiver a dizer asneira, por favor, desculpem-me!

Outro bom som que escutei foi da francesa Camille. Rapariga algo extremista e experimentalista nos sons e nas performances, consegue surpreender pela originalidade e não tanto pela voz ou melodias. Tendo iniciado a sua carreira em 2002, cantando em duas línguas distintas, Inglês e Francês, a artista consegue fazer de tudo um pouco, inserindo nas suas canções, por vezes um certo sentido irónico e bem humorado como acontece no video The Money Note, em que goza de certa forma com as cantoras estilo Mariah Carey, vá-se lá saber porquê!

Camille

Camille

O clip que vos deixo é de um registo mais calmo e melancólico, bom para dias de intenso trabalho. La ou je suis née. Espero que gostem!