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Agora é mesmo a sério…the next big thing. E mai nada!

Codeine Velvet Club

Não vou ter muito para escrever sobre a banda. São demasiado recentes para se fazer grandes prognósticos, mas são escoceses, têm dois singles (assombrosos e nostálgicos) e têm um som que pode ser considerado muito uptlifting e isso nos dias de hoje é raro! Por isso, aqui fica o meu voto de confiança nos Codeine Velvet Club. O album já saiu. Se puderem, comprem-no e depois digam se é bom como os dois singles, ok?

E Bombaim aqui tão perto…

Bombay Bicycle Club

Para quem está à espera de um post sobre a India, ou sobre a ruídosa cidade de Bombaim,  o melhor é dar aos pedais, porque aqui não vai encontrar nada disso. Mas se, por outro lado, gostar de um bom som, se dá alguma coisa pelas recorrentes “next big things” a saírem do Reino Unido, então talvez aí este post lhe diga alguma coisa. O som da semana vem de bem mais perto que o título da banda posso insinuar. Os Bombay Bicycle Club são mesmo dos arredores de Londres e o seu nome talvez tenha sido influenciado por alguma loja de frango de caril, muito popular por todo o Reino Unido.

Quanto ao seu estilo de música e inspirações, fazem lembrar, por vezes, uns Suede mais rockeiros, mais agrestes e a speeds. Também me lembram uma das minhas actuais bandas preferidas, os Wild Beasts. Aqui vos deixo dois clips do único album da banda I had the blues but I shook them loose.

São fanfarlões…

Fanfarlo

Jovem, se gostas de Arcade Fire, Beirut, Sufjan Stevens e mais coisas desse género (tal como eu!) então também deves apreciar a sonoridade dos Fanfarlo. Não posso, por isso, considerar que sejam a banda mais original à face da Terra, mas têm muita qualidade. Na sua ainda curta existência contam apenas um trabalho de longa duração intitulado “Reservoir”, todo ele muito consistente e rico em piruetas musicais.

O sexteto londrino foge a sete pés das formas estereotipadas mais típicas do seu país, talvez como forma de encontrar o seu lugar num mercado tão light pop como é o britânico. A multi-instrumentalidade, a organicidade e a simbiose vocálica entre os três elementos que assumem essas funções pintam a sua música de tons alegres, esvoaçantes e “uplifting”. Recomendo principalmente para dias em que apetece andar bem disposto e a cantarolar. Se não for esse o vosso estado de espírito, então dirijam-se para o polo oposto e escutem os The XX, de quem já escrevi há um par de post atrás.

Espero que gostem para que assim possamos começar num tom mais colorido o ano de 2010, ouvindo um dos mais interessantes trabalhos de 2009!

Nem tudo é mau nesta época de materialismo crónico…

The XX

Estava eu, ontem, juntamente com mais 9 milhões de portugueses (o milhão que falta são os funcionários das lojas) a fazer as minhas compras de Natal, já com vontade de mandar tudo às urtigas e dar um cheque FNAC para a família toda, quando decidi, já que os fones estavam mesmo ali a jeito, pegar neles e escutar algumas das novidades na prateleira alternativa. De todos os que lá estavam gostei particularmente do projecto The XX.  Posso dizer mesmo que gostei tanto que adquiri o CD, mesmo sem o ter escutado todo. Não posso dizer que esta banda transpire originalidade, que seja a melhor coisa inventada nos últimos anos, mas tem algo de interessante no jogo de duas vozes (masculina e feminina) e na conjugação de sons mais electrónicos com um baixo muito saliente.

Originário da capital britânica, o quarteto lançou neste final de ano o seu primeiro trabalho e já parece ter conquistado grande parte da crítica por esse mundo fora. Pesa a seu favor, para já, o facto de terem feito do seu primeiro lançamento um trabalho já tão bom de escutar, tão fora dos parâmetros standard da música britânica que as expectativas poderão ser os seus principais inimigos. Mas isso o futuro dirá! Para já, o que temos é “X”. E já temos muito. Não é fácil ainda dizer-vos se destaco alguma canção do album. Ainda só o ouvi uma vez no carro, mas na verdade também não saltei nenhuma faixa e isso só pode ser bom sinal. Deixo-vos aqui duas amostras. Podia ser qualquer outra canção, o que só abona a favor da banda.

Se puderem, passem pelo myspace da banda. Estão lá disponíveis variadas faixas deste trabalho estreia. Dará talvez uma boa prenda de Natal? Pelo menos, para mim, foi.

O que o mundo precisa é de Bestas destas!!!!

Sabem aquela coisa que acontece, muito de vez em quando, ao ouvirmos uma canção, ou uma melodia, e pensarmos: “Epá, aqui está algo de extraordinário!”? Pois bem, tive um momento desses. Ao dar de encontro com a música dos Wild Beasts, aconteceu algo semelhante ao que me sucedeu na primeira vez que escutei os Arcade Fire (mas aviso já, o encontrão é tão forte que vos pode deixar meio zonzos).  Supremos! Este grupo britânico tem aida a “agravante” de possuir no seu par de vocalistas duas vozes extraordinárias, que podem facilmente ser comprovadas nas suas performances ao vivo. Mas quem são afinal estas “bestas”? Pois, são um jovem grupo de terras de Sua Majestade que revelam um talento extraordinário para a música e que não têm passado despercebidos na imprensa especializada. Estão para já, ainda, na selecção de Esperanças, mas estou optimista que se continuarem com o nível de performance actual, rapidamente chegarão ao top do mundo alternativo.Vejam aqui a performance no Later de Julles Holland:

O segundo trabalho da banda, Two Dancers, é já considerado pelos especialistas da matéria como dos melhores do ano de 2009 e desta vez parece que estamos de acordo. Sublime a todos os níveis, é daqueles albuns para se guardar como um bem precioso e inestimável.

Quanto a visitas ao nosso país, até parece que estamos com alguma sorte, já que daqui a alguns dias, 4 de Dezembro, creio, o talentoso grupo estará no Festival Super Bock da capital. Quem puder lá estar, presenciará seguramente um espectáculo extraordinário, por isso, se puderem, marquem na agenda! Até lá, vão escutando Two Dancers, candidato mais forte a trabalho do ano aqui no blog!

Os filhos do Mumford

Mumford and Sons

Mumford and Sons

Têm caneta e papel por aí? Então apontem este nome: “Mumford and Sons“. Não, não é nenhuma empresa de canalizadores ou electricistas, mas uma das enormes promessas da música “folk” britânica da actualidade. Se nunca tinham ouvido falar, não se sintam mal, pois eu também não! Na realidade, a banda tem menos de dois anos de existência e editado apenas um EP que servirá de base ao “trabalho completo” a sair lá para Outubro. As suas performances ao vivo, pelo que pude obervar no tubo também são algo de fenomenal e recomendável aos fãs de música multi instrumental “orgânica”, sem recurso a grandes tecnologias ou distorções tão em voga no panorama musical da actualidade. Digamos que para já ainda estão na selecção das Esperanças, mas palpita-me que rapidamente chegarão à Selecção A. Sinal de que podem ouvir os seus sons à confiança está o facto de serem colaboradores regulares de Laura Marling, o que, por si só, já diz muita coisa! Deixo aqui uma performance ao vivo da banda e também o seu vídeo promocional para o já mencionado album, que em princípio de chamará Sigh No More. Vamos a ver se não mudam o título até lá!