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Just Do it!

The Do

Até podem não ser a novidade do momento, nem o seu trabalho, “A Mouthful”,  ter sido acabado de pôr nas prateleiras, mas descobri-os há pouco e, por isso, para mim, são fruta fresca!

Os “The Do” são um duo bi – nacional, com raízes em França e na Finlândia e uma sonoridade simples, mas melodicamente bem combinada. Trazem à memória (talvez pelo timbre vocálico) umas canções menos más dos suecos “Cardigans” e um certo despretenciosismo que só fica bem naqueles dias em que não apetece andar deprimido.

Não parece estar nada previsto no que diz respeito a novos lançamentos, ou sequer se o projecto terá continuidade após um primeiro album de sucesso relativo. Eu, por mim, diria que merecem uma segunda oportunidade de mostrar o que valem. E vocês, o que dizem?

Negro, como as noites de antes!

Bom, eu sei que para já o que está a dar é a onda revivalista dos anos 80, do pop chunga, que de repente se tornou cool de novo. Não tenho nada contra a década em causa. Afinal, vivi nela durante dez anos, mas em termos musicais não me deixou assim lá grandes lembranças, apesar de serem dessa temporada grande parte das canções que ainda hoje sei cantarolar (não sei se isso é bom ou mau!). A banda que recentemente conheci, e de que hoje vos falo, os Zola Jesus, traz à memória auditiva e olfactiva bares escuros, cheios de fumo, sons pesados e toilletes negras a roçar o gótico depressivo. Nada mau, portanto!

Zola Jesus

Zola Jesus (não é parente de Jorge Jesus, como se pode comprovar pela côr de cabelo!)

Para quem gostou dessa onda, então os Zola Jesus são uma trip ao passado, a algo temporal que já não faz parte da cultura actual e só por isso já vale a pena.  Estará aí para chegar uma nova onda revivalista da mais negra música gótica? Eu já não digo nada, mas aconselho a audição para quem foi fã do estilo, ou para quem anda a pesquisar sobre tons musicais negros e nebulosos.

Agora é mesmo a sério…the next big thing. E mai nada!

Codeine Velvet Club

Não vou ter muito para escrever sobre a banda. São demasiado recentes para se fazer grandes prognósticos, mas são escoceses, têm dois singles (assombrosos e nostálgicos) e têm um som que pode ser considerado muito uptlifting e isso nos dias de hoje é raro! Por isso, aqui fica o meu voto de confiança nos Codeine Velvet Club. O album já saiu. Se puderem, comprem-no e depois digam se é bom como os dois singles, ok?

E Bombaim aqui tão perto…

Bombay Bicycle Club

Para quem está à espera de um post sobre a India, ou sobre a ruídosa cidade de Bombaim,  o melhor é dar aos pedais, porque aqui não vai encontrar nada disso. Mas se, por outro lado, gostar de um bom som, se dá alguma coisa pelas recorrentes “next big things” a saírem do Reino Unido, então talvez aí este post lhe diga alguma coisa. O som da semana vem de bem mais perto que o título da banda posso insinuar. Os Bombay Bicycle Club são mesmo dos arredores de Londres e o seu nome talvez tenha sido influenciado por alguma loja de frango de caril, muito popular por todo o Reino Unido.

Quanto ao seu estilo de música e inspirações, fazem lembrar, por vezes, uns Suede mais rockeiros, mais agrestes e a speeds. Também me lembram uma das minhas actuais bandas preferidas, os Wild Beasts. Aqui vos deixo dois clips do único album da banda I had the blues but I shook them loose.

São fanfarlões…

Fanfarlo

Jovem, se gostas de Arcade Fire, Beirut, Sufjan Stevens e mais coisas desse género (tal como eu!) então também deves apreciar a sonoridade dos Fanfarlo. Não posso, por isso, considerar que sejam a banda mais original à face da Terra, mas têm muita qualidade. Na sua ainda curta existência contam apenas um trabalho de longa duração intitulado “Reservoir”, todo ele muito consistente e rico em piruetas musicais.

O sexteto londrino foge a sete pés das formas estereotipadas mais típicas do seu país, talvez como forma de encontrar o seu lugar num mercado tão light pop como é o britânico. A multi-instrumentalidade, a organicidade e a simbiose vocálica entre os três elementos que assumem essas funções pintam a sua música de tons alegres, esvoaçantes e “uplifting”. Recomendo principalmente para dias em que apetece andar bem disposto e a cantarolar. Se não for esse o vosso estado de espírito, então dirijam-se para o polo oposto e escutem os The XX, de quem já escrevi há um par de post atrás.

Espero que gostem para que assim possamos começar num tom mais colorido o ano de 2010, ouvindo um dos mais interessantes trabalhos de 2009!

O que o mundo precisa é de Bestas destas!!!!

Sabem aquela coisa que acontece, muito de vez em quando, ao ouvirmos uma canção, ou uma melodia, e pensarmos: “Epá, aqui está algo de extraordinário!”? Pois bem, tive um momento desses. Ao dar de encontro com a música dos Wild Beasts, aconteceu algo semelhante ao que me sucedeu na primeira vez que escutei os Arcade Fire (mas aviso já, o encontrão é tão forte que vos pode deixar meio zonzos).  Supremos! Este grupo britânico tem aida a “agravante” de possuir no seu par de vocalistas duas vozes extraordinárias, que podem facilmente ser comprovadas nas suas performances ao vivo. Mas quem são afinal estas “bestas”? Pois, são um jovem grupo de terras de Sua Majestade que revelam um talento extraordinário para a música e que não têm passado despercebidos na imprensa especializada. Estão para já, ainda, na selecção de Esperanças, mas estou optimista que se continuarem com o nível de performance actual, rapidamente chegarão ao top do mundo alternativo.Vejam aqui a performance no Later de Julles Holland:

O segundo trabalho da banda, Two Dancers, é já considerado pelos especialistas da matéria como dos melhores do ano de 2009 e desta vez parece que estamos de acordo. Sublime a todos os níveis, é daqueles albuns para se guardar como um bem precioso e inestimável.

Quanto a visitas ao nosso país, até parece que estamos com alguma sorte, já que daqui a alguns dias, 4 de Dezembro, creio, o talentoso grupo estará no Festival Super Bock da capital. Quem puder lá estar, presenciará seguramente um espectáculo extraordinário, por isso, se puderem, marquem na agenda! Até lá, vão escutando Two Dancers, candidato mais forte a trabalho do ano aqui no blog!

As bandas não se medem aos metros?

Ainda não sei muito bem qual a dimensão desta banda no meu coração. Ainda não sei se os hei-de medir em centímetros, metros, ou quilómetros quadrados. A primeira vez que os ouvi, fiquei com a sensação de serem demasiado distorcidos, eléctricos e ásperos, características que nem sempre me atraem, pois para barulho e distorções já chega o que ouço todos os dias no trabalho…e não, não é música, é mesmo de ruídos e de mentes que falo! Por esta ordem.

Metric

Pois bem, depois de ter decidido dar mais uma chance a esta banda, que já não é nova nestas andanças, lá comecei a gostar mais das suas sonoridades e afinal acabo por constatar que são bem mais harmoniosos e melódicos do que me tinham parecido na primeira audição. Não sei se ainda não acabo por “desclassificá-los” de novo por serem demasiado afinadinhos, vamos lá ver!

A origem da banda está plantada em Toronto (sim, mais uma grande criação canadiana) e os seus trabalhos já remontam a 2003, altura em que editaram “Old World Underground, where are you now?” ao que seguiu, um par de anos depois, “Live t Out”, aclamado pela crítica da América do Norte como dos melhores trabalhos alternativos da época. O último trabalho, “Fantasies” é bem recente e tem gozado de algum, pouco, airplay nas nossas tristes rádios nacionais. Aqui deixarei três amostras de três canções. Um misto soft melódico / asperozinho, só para ver se entendem o porquê do meu dilema. E depois digam-me , vamos gostar deles a centímetros quadrados, a quilómetros quadrados, ou a metro é que está bem?

A versão soft:

A versão inicialmente soft, depois barulhenta:

A versão recente: