GPS Thom Thom

Mais de 15 anos já passaram desde a chapada auto destrutiva, depressiva, repleta de auto comiseração que foi Creep. Quem ouvia os Radiohead no “longínquo” ano de 93, estaria longe, muito longe de pensar que se estaria perante um dos mais criativos projectos musicais da década. Na altura em que o grunge e as suas sonoridades roufenhas imperavam nas cabeças das tribos mais alternativas, os Radiohead apresentavam-se como o caminho a seguir: igualmente tristes, semelhantemente depressivos, mas mais libertadores. Quem não gritaria em plena época fin de siécle “I’m a creep, I’m a weirdo, what the hell am I doing here, I don’t belong here”? Foi um grito de libertação. Foi o início de um percurso genial.

Thom Yorke

Thom Yorke

O “zarolho” Thom York, depois de um período de turbulências pessoais e de um album de estreia “Pablo Honey” que superou qualquer expectiva inicial, liderava os Radiohead para o seu período mais original e consensual em termos musicais (na minha opinião). “The Bends” demonstra já uma maturidade e complexidade sonoras ao alcance apenas dos predestinados e passados mais uns anos “Ok Computer” destaca-se de tal forma que alguns (eu também) o elegeram como album do século. É daqueles Cds que pode tocar vezes e vezes sem conta e nunca cansa, há lá sempre algo mais para descobrir.

Depois disso, infelizmente na minha opinião, os Radiohead decidiram inverter o rumo e guiar-nos noutro sentido. Levaram-nos para estradas sinuosas, de sentidos difíceis de entender, esburacadas, de ruídos e distorções mais dificeis de entender. Na opinião de alguns, e na minha também, continuam a ser os mais criativos e experimentais autores do rock actual, com o grande bonus de saberem que tudo o que fazem ser bom e por isso se estarem a borrifar para as críticas o para os críticos.

Nesta fase, Thom Yorke, o nosso GPS musical, trilha a solo alguns caminhos menos percorridos, continuando a ousar experimentar coisas diferentes num mundo musical tão pré formatado de percursos únicos, sem alternativas. Aqui deixo o seu mais recente trabalho, estranho como sempre, delicioso como nunca. Podem ir atrás dele que não se perdem…

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