George Michael vs Leonard Cohen

Estava eu muito contente no outro dia a ouvir na rádio uma música de Leonard Cohen e, como é frequente, a memória arrastou-me para o passado, para os dias em que tinha para aí uns 11 / 12 anos. Recordo-me que, na altura em que os video clips começaram a proliferar, ter ficado maravilhado com uma banda muito fresca e que deixava qualquer um feliz e a cantarolar. Nem mais, nem menos que os Wham!!! Na altura George Michael era considerado um símbolo da beleza masculina, da virilidade, fazia a inveja de qualquer homem: era considerado um borrachinho, estava cheio de dinheiro, atingia os pincaros da fama e, acima de tudo, tinha montanhas e mulheres bonitas a rodeá-lo. Todos queríamos ser como ele!

Havia igualmente nessa época um programa na RTP 1apresentado pelo Jorge Pego e que se intitulava Top Música. Era o único programa musical da época que passava telediscos, era exibido ao fim de semana e via-o de fio a pavio para saber quem seria o novo número 1. Por essa altura, surgiu igualmente um senhor que, para meu desespero, insistia em disputar com George a primeira posição do pódio. Esse homem era Leonard Cohen! O que escapava à minha compreensão de adolescente pouco rodado na arte da sedução e galanteria e de ouvido pouco orientado para música de qualidade, era como era possível que um homem quarentão, com uma voz de bagaço, com um teledisco a preto e branco em que aparece com uma cara de quem está com uma paralesia facial, conseguia sequer disputar, e ainda menos, ganhar, a corrida à primeira posição do top. Confesso que durante muitos e muitos anos não consegui entender…

Mas os anos foram passando, George foi vivendo triunfo sobre triunfo, reforçando a sua fama de “gajo cheio de pinta”, cada vez mais rodeado de beldades de fazer parar o trânsito. Continuava a sentir a inveja de metade dos homens à face da Terra! O canadiano, por seu lado, lá ía lançando um álbum ou outro, sem grandes sucessos de vendas, mas continuava a ser considerado um homem charmoso dotado do dom das palavras de sedução.

Os anos foram passando, o mundo virou-se ao contrário, as minhas ideias também, e Leonard Cohen continua a ter conversa e charme para poder levar uma mulher diferente para a cama todas as noites! Já George está mais nesta fase:

Digamos que, se convidasse Andrew Ridgeley para fazer uma reunião da banda, provavelmente Andy recusaria, vá-se lá saber porquê!

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