Desvio de percurso – Música alternativa

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O que o mundo precisa é de Bestas destas!!!!

Novembro 21, 2009 · 2 Comentários

Sabem aquela coisa que acontece, muito de vez em quando, ao ouvirmos uma canção, ou uma melodia, e pensarmos: “Epá, aqui está algo de extraordinário!”? Pois bem, tive um momento desses. Ao dar de encontro com a música dos Wild Beasts, aconteceu algo semelhante ao que me sucedeu na primeira vez que escutei os Arcade Fire (mas aviso já, o encontrão é tão forte que vos pode deixar meio zonzos).  Supremos! Este grupo britânico tem aida a “agravante” de possuir no seu par de vocalistas duas vozes extraordinárias, que podem facilmente ser comprovadas nas suas performances ao vivo. Mas quem são afinal estas “bestas”? Pois, são um jovem grupo de terras de Sua Majestade que revelam um talento extraordinário para a música e que não têm passado despercebidos na imprensa especializada. Estão para já, ainda, na selecção de Esperanças, mas estou optimista que se continuarem com o nível de performance actual, rapidamente chegarão ao top do mundo alternativo.Vejam aqui a performance no Later de Julles Holland:

O segundo trabalho da banda, Two Dancers, é já considerado pelos especialistas da matéria como dos melhores do ano de 2009 e desta vez parece que estamos de acordo. Sublime a todos os níveis, é daqueles albuns para se guardar como um bem precioso e inestimável.

Quanto a visitas ao nosso país, até parece que estamos com alguma sorte, já que daqui a alguns dias, 4 de Dezembro, creio, o talentoso grupo estará no Festival Super Bock da capital. Quem puder lá estar, presenciará seguramente um espectáculo extraordinário, por isso, se puderem, marquem na agenda! Até lá, vão escutando Two Dancers, candidato mais forte a trabalho do ano aqui no blog!

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As bandas não se medem aos metros?

Novembro 19, 2009 · Deixe um Comentário

Ainda não sei muito bem qual a dimensão desta banda no meu coração. Ainda não sei se os hei-de medir em centímetros, metros, ou quilómetros quadrados. A primeira vez que os ouvi, fiquei com a sensação de serem demasiado distorcidos, eléctricos e ásperos, características que nem sempre me atraem, pois para barulho e distorções já chega o que ouço todos os dias no trabalho…e não, não é música, é mesmo de ruídos e de mentes que falo! Por esta ordem.

Metric

Pois bem, depois de ter decidido dar mais uma chance a esta banda, que já não é nova nestas andanças, lá comecei a gostar mais das suas sonoridades e afinal acabo por constatar que são bem mais harmoniosos e melódicos do que me tinham parecido na primeira audição. Não sei se ainda não acabo por “desclassificá-los” de novo por serem demasiado afinadinhos, vamos lá ver!

A origem da banda está plantada em Toronto (sim, mais uma grande criação canadiana) e os seus trabalhos já remontam a 2003, altura em que editaram “Old World Underground, where are you now?” ao que seguiu, um par de anos depois, “Live t Out”, aclamado pela crítica da América do Norte como dos melhores trabalhos alternativos da época. O último trabalho, “Fantasies” é bem recente e tem gozado de algum, pouco, airplay nas nossas tristes rádios nacionais. Aqui deixarei três amostras de três canções. Um misto soft melódico / asperozinho, só para ver se entendem o porquê do meu dilema. E depois digam-me , vamos gostar deles a centímetros quadrados, a quilómetros quadrados, ou a metro é que está bem?

A versão soft:

A versão inicialmente soft, depois barulhenta:

A versão recente:

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Winter covers…

Outubro 24, 2009 · Deixe um Comentário

Encontrei, mais uma vez ao acaso, na famosa blogotheque, mais um dos por vezes estranhos “concerts a emporter”. Da artista Camille já eu tinha postado há uns meses atrás um pequeno post, pela sua “criatividade”, mas desta vez é mesmo a sua voz que me supreende.  Muito afinadinha, supreende, sobretudo, pelo quase sussurro em que a sua voz por vezes se torna. Recentemente, a artista juntou-se a um outro performer, de seu nome Piers Faccini, para mim totalmente desconhecido, (embora tenha uma voz parecida com James Taylor) e decidiram fazer umas covers de duas canções de artistas britânicos: Sandy Denny e Nick Drake. Melancólicos, é certo, mas não menos belos por isso, as duas covers demonstram que é possível dar uma nova roupagem, sem estragar o espírito das versões originais. Posso continuar a gostar mais da versão de Nick Drake, mas é capaz de haver quem goste mais desta a duas vozes. Vejam lá se vocês gostam também!

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Por esta não esperava!

Outubro 18, 2009 · Deixe um Comentário

Esta confesso que me apanhou de surpresa, mas como gosto muito de café e também gosto muito de Antony Hegarty e da sua voz, aqui vos deixo o badaladíssimo clássico “Nessun Dorma”, cantado pelo mesmo.

Que pena que bebo Nespresso!

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GPS Thom Thom

Outubro 18, 2009 · Deixe um Comentário

Mais de 15 anos já passaram desde a chapada auto destrutiva, depressiva, repleta de auto comiseração que foi Creep. Quem ouvia os Radiohead no “longínquo” ano de 93, estaria longe, muito longe de pensar que se estaria perante um dos mais criativos projectos musicais da década. Na altura em que o grunge e as suas sonoridades roufenhas imperavam nas cabeças das tribos mais alternativas, os Radiohead apresentavam-se como o caminho a seguir: igualmente tristes, semelhantemente depressivos, mas mais libertadores. Quem não gritaria em plena época fin de siécle “I’m a creep, I’m a weirdo, what the hell am I doing here, I don’t belong here”? Foi um grito de libertação. Foi o início de um percurso genial.

Thom Yorke

Thom Yorke

O “zarolho” Thom York, depois de um período de turbulências pessoais e de um album de estreia “Pablo Honey” que superou qualquer expectiva inicial, liderava os Radiohead para o seu período mais original e consensual em termos musicais (na minha opinião). “The Bends” demonstra já uma maturidade e complexidade sonoras ao alcance apenas dos predestinados e passados mais uns anos “Ok Computer” destaca-se de tal forma que alguns (eu também) o elegeram como album do século. É daqueles Cds que pode tocar vezes e vezes sem conta e nunca cansa, há lá sempre algo mais para descobrir.

Depois disso, infelizmente na minha opinião, os Radiohead decidiram inverter o rumo e guiar-nos noutro sentido. Levaram-nos para estradas sinuosas, de sentidos difíceis de entender, esburacadas, de ruídos e distorções mais dificeis de entender. Na opinião de alguns, e na minha também, continuam a ser os mais criativos e experimentais autores do rock actual, com o grande bonus de saberem que tudo o que fazem ser bom e por isso se estarem a borrifar para as críticas o para os críticos.

Nesta fase, Thom Yorke, o nosso GPS musical, trilha a solo alguns caminhos menos percorridos, continuando a ousar experimentar coisas diferentes num mundo musical tão pré formatado de percursos únicos, sem alternativas. Aqui deixo o seu mais recente trabalho, estranho como sempre, delicioso como nunca. Podem ir atrás dele que não se perdem…

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Não é bem alternativo, mas talvez já tenha sido…

Outubro 17, 2009 · Deixe um Comentário

Peter and the Wolf

Peter and the Wolf

Já tinha visto este filme há uns anos atrás numa versão manhosa retirada da net, depois de ter visto um trailer num site qualquer. O filme é absolutamente fabuloso, a história conhecida de todos e a música também, mas a forma como tudo se entrecruza em tão singular trabalho é de nos deixar um sorriso nos lábios. Vejam o filme numa boa versão. Vale bem a pena, garanto-vos! Prokofiev pode não ser de facto um actual alternativo, mas seguramente já o foi no sei tempo. Aqui deixo Pedro e o Lobo. Este também fica bonzinho no filme e os animais são mesmo os homens.

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Discos pedidos

Outubro 8, 2009 · 1 Comentário

A expressão “discos pedidos” traz-me à mente sentimentos antagónicos de saudade e ao mesmo tempo de alguma depressão, associados a fases distintas da minha vida. A saudade vem dos bons velhos tempos dos rádio gravadores dos anos 80 e 90 (avançadíssima tecnologia na época) que nos permitiam, com muita persistência e paciência, gravar alguns dos nossos temas musicais preferidos transmitidos nas míriades de estações musicais existentes na livre selva hertziana da época. Quantas e quantas vezes não eram as famosas cassetes gravadas e regravadas ? Quantas e quantas vezes não nos apeteceu estrangular o locutor, quando a 30 segundos do fim da canção se atrevia a interromper a musiquinha só para dizer um disparate qualquer? Enfim eram outros tempos!

A fase deprimente é a actual. Os “discos pedidos” tornaram-se uma espécie de paródia nacional, com momentos radiofónicos tão hilariantes, não fosse o caso de serem deprimentes e a música escolhida sempre, sempre tão má! Pois bem, hoje vamos utilizar os discos pedidos em prol da pequena comunidade que por vezes aqui vai passando e muito raramente se dá ao trabalho de comentar algo. Muito recentemente, um dos visitantes deste blog , de seu nome Fábio, propôs o nome dos “The Asteroids Galaxy Tour” como sendo merecedores de destaque num blog que pretende ser alternativo. Pois bem, depois de alguns minutos de atenção e pesquisa, fiquei da opinião que têm uma sonoridade interessante (mesmo não sendo, para mim, dos projectos mais fascinantes, se levarmos em conta os meus gostos pessoais) e por isso aqui os deixarei como a banda da semana.

The Asteroids Galaxy Tour

The Asteroids Galaxy Tour

Os TAGT tornaram-se globalmente famosos quando um dos seus singles, “Around the Bend”, se tornou o soundbite de um anúncio para uma marca de telemóveis. (Hoje em dia, parece ser essa uma das melhores formas das bandas conseguirem promover as suas canções, senão veja-se o caso dos Shout out Louds, ou da agora popular, graças à cerveja, Brandi Carlile.) A partir daí, esta jovem banda dinamarquesa, duo a maior parte do tempo, tem andado por aí a correr festivais e a fazer as primeiras partes de bandas e artistas de maior calibre. Promissor o primeiro trabalho longa duração “Fruit”, do qual deixo o meu single de eleição “The Sun Ain’t Shining no More”, que também faz recuar no tempo para aí umas duas ou três décadas. Fábio, se quiseres dedicar a canção a alguém lá da empresa, da freguesia, à tua namorada ou aos amigos, vais ter que deixar aqui mensagem.

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O que eu gostava…

Setembro 10, 2009 · 2 Comentários

Speech Debelle

Speech Debelle

Esta edição dos Mercury Prize não deixou de ser uma grande surpresa por revelar uma vencedora de todo inesperada. Partindo como “underdog”, Speech Debelle acabou por deixar a um canto nomes de outras bandas já mais conceituadas como Kasabian, La Roux, Glasvegas e os meus ultra favoritos e queridos Florence and the Machine que, se calhar, tiveram o “azar” de andar nas bocas do mundo pelas estrondosas prestações ao vivo um pouco por todo esse mundo fora. Mas não faz mal, os Mercury Prize sempre tiveram uma tradição de anunciar vencedores pouco esperados e isso é um dos seus principais encantos e pontos de interesse. Infelizmente, parece que só grandes, ultra, mega produções do tipo MTV é que são transmitidas no nosso país, ou então os igualmente deprimentes “Brit Awards”  que já consagraram nomes maravilhosos do mundo da música como James Blunt (o nome apenas ainda me causa náuseas), S Club 7, Take That ou as “talentosas” Spice Girls. Por estes, e por outros motivos, os Mercury Prize continuam a ser uma experiência sempre interessante de se ver e ouvir e referência para todo e qualquer apreciador de música alternativa. Este ano não foi excepção, com grandes bandas e grandes cantores a fazerem parte da shortlist candidata ao grande prémio. Eu, já o disse, gostava que tivesse ganho os Florence and the Machine ou então a doce Lisa Hannigan. Mas eles não me quiseram fazer o favor. Não os vi ganhar o prémio, mas pelo menos fica aqui o vídeo da performance:

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Andrew Bird Live – Nomenclature

Agosto 6, 2009 · Deixe um Comentário

Não consigo evitar…cada vez gosto mais e sei que estou perante um génio da música. Têm dúvidas? Então escutem com os vossos próprios olhos!

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Lykke Li live KCRW

Agosto 5, 2009 · 2 Comentários

Lykke Li foi uma das primeiras artistas que postei no meu blog e parece que a sua fama e sucesso têm crescido de forma muito assinalável desde então, o que só vem provar que este blog é mesmo muito bom! :-)

Lykke Li (com calor!)

Lykke Li (com calor!)

A jovem sueca, ex Perro del Mar, tem corrido meio mundo espalhando a sua energia e encanto um pouco por onde passa. Desta vez, actuou para a conceituada KCRW da Califórnia (estação de rádio que aprecio tremendamente) e não deixou os seus créditos por mãos alheias. Num formato mais acústico, demonstrou que as suas performances não se baseiam apenas na energia e volatilidade que apresenta em palcos mais eléctricos, e que também sabe dar show em ambientes “mais contidos” e calmos. Aqui vos deixo a performance, fresquinha, acabada de sair do forno. Espero que gostem!

PS – Estes vídeos assim inseridos nunca encaixam muito bem no espaço a eles reservados. Basta clicar na barra cinza nu fundo do ecrã e o concerto começa após alguns segundos de publicidade da rádio. Caso não funcione, aqui fica o link directo;

http://www.kcrw.com/media-player/mediaPlayer2.html?type=video&id=mb090804lykke_li

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