Desvio de percurso – Música alternativa

Entradas desde Março 2009

I have a dream … and Priscilla does too.

Março 27, 2009 · Deixe um Comentário

Priscilla Ahn

Priscilla Ahn

Esta jovem Norte Americana de 25 anos iniciou, apenas o ano passado, a sua carreira musical com um trabalho de título A Good Day. Não conhecendo, admito, todo o disco, pelas faixas que pude ouvir no Youtube e site da cantora, consigo sentir um grande talento e uma voz descomunalmente harmoniosa e doce. Talvez até possa considerar esse o seu grande defeito, ser quase imaculada! Em alguns instantes cheguei a temer que as notas mais agudas fossem entrar numa onda Celinedionesca, porque a capacidade para isso está lá, mas Priscilla consegue dominar esse ímpeto das forças das trevas e aguenta-se muito, muito bem sem entrar em devaneios vocálicos estéreis só para provar que sabe cantar.

E até vos digo mais, a artista sabe e toca muito bem a sua guitarra e gaita. Digam lá que não é bem prendada a moça! “A Dream” é um dos singles a destacar. Esperemos que o sonho de Priscilla se torne a nossa realidade. Para já, não estão previstas paragens no nosso país. Resta-nos continuar a sonhar também.

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Finalmente descobri a razão do meu cansaço!

Março 26, 2009 · 2 Comentários

Não, não é o trabalho! Devo andar a jogar futebol, basquetebol ou a correr a maratona enquanto durmo. Pelo menos é isso que penso depois de ver este vídeo de um belo espécimen canino a correr atrás de um coelho ou de um gato enquanto dorme. Muito engraçado! Como eu o compreendo!

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Já era tempo das bandas portuguesas terem algum destaque lá fora…oops!

Março 26, 2009 · 2 Comentários

Já todos sabemos que a TVI é pródiga em produzir maravilhosos momentos televisivos. O que não se sabia é que lá no estrangeiro (essa terra longínqua) também estão atentos ao que por cá se passa. Esperemos que não comecem a ver o programa do Goucha ou da Júlia Pinheiro. É que isso seria o ElDorado do disparate televisivo. Merecia um blog só para isso. Será que já há?!?!?!?!?

Aqui ficam os Squeeze These Please e a sua mais memorável actuação de sempre. Gostei sobremaneira da postura solidária dos colegas do vocalista que nem se mexeram para ver se o homem tinha morrido. Também com um cabelo assim, já deviam estar a torcer para que a lesão fosse mais séria!

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A boa onda francesa e o regresso ao passado (não necessariamente por esta ordem!)

Março 23, 2009 · 1 Comentário

Continuando a passar muitas horas em frente a papeis e com o PC ligado, acabei por dar mais atenção a algumas preciosidades que ainda não tinha tido grande tempo ou disposição para ouvir! No dia de hoje, destacava os The Black Keys, com o trabalho de 2008, Attack and Release. Bom Rock, clássico, grandes guitarradas a fazer lembrar um pouco os The Cult e até, a espaços, Queens of the Stone Age. Parecem trazidos directamente dos anos 70! Pelo menos foi o que hoje achei, mas já ando a entrar em espiral, portanto se estiver a dizer asneira, por favor, desculpem-me!

Outro bom som que escutei foi da francesa Camille. Rapariga algo extremista e experimentalista nos sons e nas performances, consegue surpreender pela originalidade e não tanto pela voz ou melodias. Tendo iniciado a sua carreira em 2002, cantando em duas línguas distintas, Inglês e Francês, a artista consegue fazer de tudo um pouco, inserindo nas suas canções, por vezes um certo sentido irónico e bem humorado como acontece no video The Money Note, em que goza de certa forma com as cantoras estilo Mariah Carey, vá-se lá saber porquê!

Camille

Camille

O clip que vos deixo é de um registo mais calmo e melancólico, bom para dias de intenso trabalho. La ou je suis née. Espero que gostem!

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Um aperitivo de Lhasa

Março 22, 2009 · Deixe um Comentário

Sim, é verdade, não tenho tido tempo de postar quase nada nos últimos tempos, mas a vida de professor não é nada fácil, menos ainda nesta altura do ano, com testes, fichas e composições para corrigir, grelhas, relatórios e médias para fazer e no meio disto ainda dar 27 horas de aulas a 168 alunos de 3 níveis diferentes. A isto soma-se uma hora de carro para cada lado, reuniões de departamento, grupo, directores de turma e ainda encontros com Encarregados de Educação. O que sobra? Quase nada!

Pronto, a verdade é que ao corrigir testes tenho sempre o Media Player a tocar algo e aproveitei para escutar com mais atenção o último de Antony and the Johnsons e de Angus and Julia Stone. Ambos muito bons. Ainda tenho ouvido bastante o 1º trabalho dos Arcade Fire, mas esse é de uma galáxia superior!

Bom, mas o que me faz escrever hoje é o facto de ter lido que o próximo trabalho de Lhasa de Sela está prestes, prestes a sair. Admito que a expectativa é muita! The Living Road foi também daqueles albuns que jamais deixarei de escutar. Ficará para sempre na galeria das músicas eternamente boas!

Lhasa de Sela

Lhasa de Sela

O terceiro trabalho da autora canadiana promete algumas mudanças relativamente ao anterior e não sei se isso será bom ou mau. O primeiro, La Llorona, achei demasiado depressivo, quase uma espécie de fado demasiado desgraçado para o meu gosto, apesar da sua inegável qualidade. Demasiado deprimente, mesmo para mim! O segundo, de que já falei, estava para mim nas proporções quase perfeitas, melancólico quando baste, mas mais apaixonado e, talvez por isso, mais cativante.

Do que está aí para vir, ainda pouco se sabe. Mais umas semanas e já deveremos ter mais notícias. Mas, para já, aqui fica um aperitivo, ou como os americanos agora lhe chamam, um “arreliador”! :-)

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Um Bird pode fazer a Primavera

Março 15, 2009 · Deixe um Comentário

Andrew Bird and a Bird

Andrew Bird and a Bird

Sim, eu sei que meia volta me entusiasmo em excesso com alguns novos trabalhos que por aí vão aparecendo e também sei que muito outros de igual valor me passam ao lado, muitas vezes por falta de tempo.

Hoje tive a oportunidade rara, enquanto trabalhava, de escutar com atenção o mais recente ovo de Andrew Bird. Noble Beast é o seu nome. Ouvi duas vezes de seguida (sim, eu hoje trabalhei muito, e é domingo) e gostei muito, mas mesmo muito.  Talvez o facto de o ter conseguido ouvir duas vezes, se deva à arte do músico em inserir nas suas pautas instrumentos tão diversos como o violino, a guitarra, a sua própria voz e esse intrumento, por vezes tão negligenciado, que é o assobio!

Por vezes, dei por mim a tentar encontrar semelhanças com outros artistas do género, mas ainda não o fiz com grande sucesso. Diria que, por vezes, soa a um Rufus Wainright mais calmo e menos narcisista. Por isso, aconselho vivamente a audição da Nobre Besta e para mim fica também o conselho de tentar arranjar os albuns anteriores e ouvi-los com mais calma.

Para vossa audição, fica aqui um extenso vídeo intitulado “Lull”. Não é do ultimo trabalho de que aqui falei, mas sim de um dos anteriores, Weather Systems, de 2003. Ao que parece, o rapaz não perde muito tempo a fazer telediscos!

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Uma nova febre?

Março 7, 2009 · Deixe um Comentário

De muito vez em quando aparecem umas bandas ou cantores que nos deixam embasbacados com a suas sonoridades irreverentes ou estranhas. Na maior parte das vezes, nada disso acontece. Somos alimentados pelas receitas habituais, pouco originais, nada criativas e assumindo pouco, ou mesmo nada, o risco de tentar fazer algo de diferente e bom ao mesmo tempo. Desta vez, arrisco a dizer que temos algo de suculento nesta banda norte americana intitulada PaleYoung Gentlemen .

Pale Young Gentlemen

Pale Young Gentlemen

O seu recente disco Black Forest (tra la la) tem recebido entusiasmantes críticas por terras do Tio Sam, e é de crer que a sua sonoridade colha igualmente boas opiniões entre os escutadores europeus, dada a sua multisonoridade e oscilação instrumental. Podemos dizer que encontramos neles laivos de Arcade Fire, Tindersticks, Divine Comedy e algo mais que acaba por marcar de forma muito nítida o trilho que os PYG pretendem seguir. Para mim, já está na lista dos meus “must listen” para este ano de 2009. Recomendo a ida ao mySpace da banda. Ouçam e digam lá que não são mesmo bons!

Black Forest (tra la la)

Black Forest (tra la la)

Aqui fica um vídeo ao vivo. Ao que parece a banda ainda não se resolveu a fazer um vídeo a sério. Pena!

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Um post fofinho!!!

Março 7, 2009 · Deixe um Comentário

Neste blog já havia colocado um post de uma gata a tocar viola, na tentativa de lhe dar um ar mais fofinho e descontraído. Não tendo esse mesmo vídeo obtido um grande sucesso, no que diz respeito ao número de visualizações, optei agora por uma estratégia ainda mais agressivo-fofinha, colocando um vídeo com um bebe. Que achais da ideia? Parece-vos bem?

Estratégias bloguistas aparte, o post desta semana vai para uma jovem cantora de origem asiática, mas há muito radicada no reino de Sua Majestade. Emmy the Great é o alter ego de Emma Lee-Moss (nome chique e tudo, algo me diz que não chegou escondida num contentor chinês) que lidera um projecto válido, navegando uma onda suave que não provoca estragos, mas uma agradável sensação de harmonia e equilíbrio. (Passei também por uma experiência estranha, pois, por breves momentos fez-me recordar a voz de Belinda Carlisle nos anos 80).

Emmy the Great

Emmy the Great

O primeiro trabalho da artista está viçoso por ter sido lançado há tão pouco tempo. Ainda não tive tempo de o ouvir, admito, mas pelas amostras que tenho escutado no cibermundo, parece ser um trabalho com qualidade suficiente para não ser o primeiro e último da artista.

Aqui fica “We almost had a baby” e o tal bebe fofinho!

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